Bebê de apenas 25 dias mɒrre em grave acidente enquanto os pais faziam s… Ver mais

A dor de perder um filho é indescritível, e, na madrugada deste domingo, 2 de maio, essa tragédia se abateu sobre uma família de Formosa do Sul, no Oeste catarinense. Um violento acidente na SC‑157, envolvendo um Fiat Palio de Blumenau e um Ford Fiesta de Chapecó, interrompeu a vida de um bebê de apenas 25 dias e feriu gravemente vários ocupantes dos dois veículos, mergulhando a comunidade em luto.

Conforme relato das equipes de socorro, a colisão frontal ocorreu por volta das 2 h da manhã, em um trecho sinuoso da rodovia conhecido pelo elevado índice de acidentes. O impacto foi tão intenso que o Palio teve a dianteira destruída, enquanto o Fiesta girou na pista antes de parar no acostamento. Dentro do Palio viajavam duas mulheres, de 25 e 26 anos, que ficaram presas às ferragens. Bombeiros precisaram usar ferramentas de corte para removê‑las; ambas apresentavam múltiplas fraturas e foram levadas em estado crítico ao Hospital São Bernardo, em Quilombo, onde permanecem sob observação rigorosa.

No Fiesta, além do motorista e de uma passageira adulta — ambos politraumatizados —, estavam uma adolescente de 12 anos, que milagrosamente saiu ilesa, e o recém‑nascido. O bebê chegou a ser retirado consciente pelos bombeiros, mas sofreu parada cardiorrespiratória durante o trajeto ao hospital e não resistiu, apesar dos esforços da equipe médica. A morte da criança, que mal começara sua jornada, devastou não só os familiares, mas toda a população local; vigílias e correntes de orações espontaneamente se formaram nas redes sociais e nas igrejas da cidade.

A Polícia Militar Rodoviária isolou o local para perícia e abriu inquérito a fim de esclarecer as causas do acidente. Entre as hipóteses investigadas estão excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido e falha mecânica. Testemunhas relataram que a pista estava úmida devido a garoa leve, o que pode ter contribuído para a perda de controle de um dos veículos na curva onde houve a colisão. Amostras de sangue dos motoristas foram coletadas para exames toxicológicos, e as câmeras de um posto de combustível próximo poderão ajudar a reconstituir a dinâmica do choque.

A tragédia reacende o debate sobre a segurança da SC‑157, rodovia cujo histórico de acidentes fatais cresce ano após ano. Motoristas que trafegam com frequência pelo trecho apontam sinalização deficiente, curvas fechadas e acostamentos estreitos como fatores que exigem atenção redobrada. Dados do Detran‑SC mostram aumento de 12 % no número de colisões graves na via entre 2023 e 2024. Especialistas defendem, além de melhorias estruturais, campanhas educativas permanentes e fiscalização mais intensa para coibir ultrapassagens perigosas e excesso de velocidade.

O enterro do bebê deve ocorrer nesta segunda‑feira, em clima de profunda comoção. Parentes, ainda em choque, pedem privacidade e cobram respostas das autoridades. “Nada trará nosso anjinho de volta, mas esperamos que o caso sirva para evitar novas perdas”, declarou um tio, visivelmente emocionado.

Enquanto a investigação avança, a tragédia deixa um apelo coletivo por prudência. Cada vida poupada no trânsito depende não apenas de estradas seguras, mas também da responsabilidade de quem as percorre. Que a breve passagem desse pequeno inspire mudanças concretas: reforço na infraestrutura, fiscalização eficiente e, sobretudo, a consciência de que, ao volante, um instante de descuido pode custar sonhos inteiros.