Um grave acidente ocorrido na noite desta segunda-feira (19) comoveu moradores da Baixada Fluminense. Uma menina de apenas seis anos de idade morreu após ser atropelada por um ônibus enquanto acompanhava a mãe, de 31 anos, no bairro Vila São Luiz, em Nova Iguaçu. Ambas haviam acabado de sair de uma igreja da comunidade, onde participavam de atividades religiosas e sociais, quando foram atingidas pelo coletivo.
De acordo com as primeiras informações divulgadas, mãe e filha estavam em uma bicicleta ao atravessarem a Rua Doutor Sá Rego, conhecida por ser estreita e ter muitos veículos estacionados irregularmente. Foi nesse momento que o ônibus se aproximou e acabou atingindo as duas. Segundo relatos de testemunhas, o motorista teria tentado realizar uma manobra e não teria visualizado as vítimas devido à obstrução da via.
A criança participava de um projeto social voltado para o desenvolvimento de habilidades artísticas e culturais da comunidade, e era aluna de balé. A tragédia causou grande comoção entre vizinhos, familiares e voluntários envolvidos no projeto, que lamentaram profundamente a perda da menina. “Ela era doce, sorridente e cheia de sonhos”, comentou uma vizinha que também frequenta a igreja.
O acidente foi registrado às 21h05, horário em que o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro. No entanto, ao chegarem ao local, os socorristas constataram que a criança já havia falecido ao lado da mãe. O óbito foi declarado ainda na via, antes que qualquer procedimento médico pudesse ser iniciado.
A mãe da menina também foi gravemente ferida no impacto. Ela sofreu fraturas na pelve e na região lombar, sendo socorrida e levada imediatamente para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. De acordo com boletim divulgado pela unidade de saúde, o estado de saúde da paciente é considerado grave, exigindo cuidados intensivos.
A Polícia Civil foi acionada e o caso foi registrado na delegacia de Nova Iguaçu, onde as circunstâncias do atropelamento estão sendo investigadas. A perícia técnica foi chamada ao local para analisar o posicionamento do veículo, as condições da rua e o possível envolvimento de imprudência ou negligência por parte do motorista.
Moradores do bairro têm feito duras críticas à infraestrutura da Rua Doutor Sá Rego, apontando que a falta de fiscalização e os constantes estacionamentos irregulares contribuem para situações de risco como a ocorrida. Segundo os residentes, há anos a comunidade solicita melhorias e maior presença da guarda municipal para ordenar o trânsito na região.
O caso reacende o debate sobre segurança viária, mobilidade urbana e a proteção de pedestres em áreas residenciais. Enquanto isso, a família da criança enfrenta o luto diante de uma perda irreparável, após uma noite que deveria ter sido apenas mais um momento de paz e comunhão.
